Cores

Psicologia das Cores

As cores impactam em nossa vida mais do que imaginamos. Veja os sentimentos e sensações que cada uma delas pode despertar em você.

A cor sempre fez parte da vida do homem: sempre houve o azul do céu, o verde das árvores, o vermelho do pôr do sol. Mas agora há também a cor feita pelo homem: tintas, embalagens, cinema e TV. Não é demais repetir que a cor é uma realidade sensorial à qual não podemos fugir. Além de atuarem sobre a emotividade humana, as cores produzem sensação de movimento, uma dinâmica envolvente e compulsiva.

Vemos o amarelo transbordar de seus limites espaciais com uma força tal expansiva que parece invadir os espaços circundantes; o vermelho embora agressivo, equilibra-se sobre si mesmo; o azul cria a sensação do vazio, de distância, de profundidade. O espaço arquitetural pode ser modificado, tornando-se maior ou menor, mais baixo, mais alto ou mais estreito, apenas pelo efeito da cor.

Os costumes sociais são fatores que intervêm nas escolhas das cores. Por exemplo, em determinadas culturas, é hábito diferenciar, através da cor, as vestes das mulheres mais idosas das vestes usadas pelas mais jovens. O mesmo se pode observar na diferença dos sexos. Derivando de hábitos sociais estabelecidos durante longo espaço de tempo, fixam-se atitudes psicológicas que orientam inconscientemente inclinações individuais.

Na área da saúde, algumas experiências psicológicas têm provado que há uma reação física do indivíduo diante da cor. Há evidências de que o vermelho é puramente excitante: quando as pessoas são obrigadas a olharem por um determinado tempo para essa cor, observa-se que há estimulação em todo o sistema nervoso, elevação da pressão arterial e alteração do ritmo cardíaco. Já o azul produz o efeito exatamente contrário: o ritmo cardíaco e a respiração diminuem.

Os psicólogos utilizam-se das cores muito frequentemente em seus tratamentos. Por sua expressividade, a cor tem a capacidade de, mais que qualquer outro elemento, liberar as reservas criativas do indivíduo. Essa liberação é fator decisivo na autoafirmação e autoaceitação, que, em última análise, é o que visa o terapeuta.

Há mais ou menos cem anos é que a humanidade começou a utilizar a cor com a intensidade com que faz hoje. O número de corantes e pigmentos conhecidos antes do século XIX era muito reduzido, tinham origem orgânica e custavam muito.

As cores fazem parte da vida do homem porque são vibrações do cosmo que penetram em seu cérebro, para continuar vibrando e impressionando sua psique, para dar som e colorido ao pensamento e às coisas que o rodeiam; enfim, para dar sabor à vida, ao ambiente.

Linha de Cores